<body><script type="text/javascript"> function setAttributeOnload(object, attribute, val) { if(window.addEventListener) { window.addEventListener('load', function(){ object[attribute] = val; }, false); } else { window.attachEvent('onload', function(){ object[attribute] = val; }); } } </script> <div id="navbar-iframe-container"></div> <script type="text/javascript" src="https://apis.google.com/js/plusone.js"></script> <script type="text/javascript"> gapi.load("gapi.iframes:gapi.iframes.style.bubble", function() { if (gapi.iframes && gapi.iframes.getContext) { gapi.iframes.getContext().openChild({ url: 'https://www.blogger.com/navbar.g?targetBlogID\x3d9284302\x26blogName\x3da+vida+%C3%A9+larga\x26publishMode\x3dPUBLISH_MODE_BLOGSPOT\x26navbarType\x3dSILVER\x26layoutType\x3dCLASSIC\x26searchRoot\x3dhttp://avidaelarga.blogspot.com/search\x26blogLocale\x3dpt_PT\x26v\x3d2\x26homepageUrl\x3dhttp://avidaelarga.blogspot.com/\x26vt\x3d3271629203448803517', where: document.getElementById("navbar-iframe-container"), id: "navbar-iframe" }); } }); </script>
|

29.12.04

2005

que venha a trazer o que se quizer e precisar ao ritmo desse acontecer.
que seja grande e largo e intenso.
que mude.

vou entrar nele entre o mar e uma lareira a arder.

beijos.
abraços.
|

...
|

samuel beckett

Nesta luz agitada, cuja grande calma branca se tornou tão rara e breve, a inspecção é penosa. (...)
Azul pálido vivo o efeito é surpreendente, nos primeiros tempos. Nunca os dois olhares simultâneos salvo uma só vez uma dezena de segundos, o começo de um insinuando-se sobre o fim do outro.
|

28.12.04


boot
|

hay que tenerlos !

milhares e milhares de pessoas ceifadas pela água.

o tuga turista diz: é pena aquela zona ter sido danificada, vou com pena de não ter as condições que uma pessoa espera quando vai de férias.

estamos no bom caminho...
|

27.12.04

agostinho da silva

o que interessa é ver de que maneira poderemos trazer à nossa vida aquilo que não veio.
|

26.12.04


...
|

ter e ser

pode-se caminhar deitado.
na verdade é pouco o avançar e os braços caídos vazios mostram da paisagem a aridez e o avanço estéril. quando se repetem os círculos e o vemos ao passar por nós aquele conhecido tronco de árvore morto celebramos a inventar percursos e a fingir progressos. marcamos datas e pintamos no ar cores garridas que cheiram ao longe a falso mofo, a vinho podre. os mitos rotos que sangram riem-se e nessa luz se revela a pequenez do nosso inventar, este quase nada, tanto e tão pouco, tempo. em silêncio. sempre sempre o ter e nunca nunca o ser. que fodida aposta!
|

23.12.04

da cristina linda linda.

"celebrar o nascimento de um Homem inteligente, prático, corajoso, simplista e politicamente incorrecto...tinha barbas pretas, andava a pé, as mãos vazias e falava de Amor."
|

duane hanson-tourists.
|

agenda - rez do chão/1º andar.

09.05 am - martelo pneumático em luta com parede mesmo mesmo debaixo da minha cama.

10.35 am - berbequim baila afirmativo no tecto debaixo da sala.

11.15 am - em frente à porta ferramentas várias instalam novo quadro da luz.

como pano de fundo um rádio em pouca sintonia testa a relação qualidade de som/volume em desespero de causa, tentando sobrepor-se aos outros sonoros sem o conseguir. dá no entanto uma bela ajuda à festa, uma unidade ao todo. vários animados personagens conversam gritam e cantam ao sabor da impunidade laboral.
|

22.12.04

fio

sinto-te já nesse futuro toque
pressinto-te sem nunca te ter visto
num dia do futuro estamos
os dois na alma carne juntos
quentes como palavras ditas sempre
a vontade o corpo a liberdade
a boca o vinho o pensamento

|

...
|

natália correia

Do sentimento trágico da vida

Não há revolta no homem
que se revolta calçado.
O que nele se revolta
é apenas um bocado
que dentro fica agarrado
à tábua da teoria.

Aquilo que nele mente
e parte em filosofia
é porventura a semente
do fruto que nele nasce
e a sede não lhe alivia.

Revolta é ter-se nascido
sem descobrir o sentido
do que nos há-de matar.

Rebeldia é o que põe
na nossa mão um punhal
para vibrar naquela morte
que nos mata devagar.

E só depois de informado
só depois de esclarecido
rebelde nu e deitado
ironia de saber
o que só então se sabe
e não se pode contar.
|

21.12.04

bons ares

beijos na argentina döerte. bom voo, bons tangos, pouca tanga, rasga o atlãntico, volta soon.
|

...
|

franz kafka

"Quando, ao fim do dia parece que definitivamente nos decidimos ficar por casa, já vestimos o roupão, após a ceia, à luz da vela, estamos sentados à mesa e pretendemos dedicar-nos algum trabalho ou jogo, após os quais habitualmente nos vamos deitar, quando, lá fora, está um tempo desagradável que torna o ficar em casa uma coisa natural, quando já estivemos tanto tempo quietos à mesa que ausentarmo-nos provoca o espanto geral, quando agora também o vão da escada está escuro e a porta da rua trancada, e quando agora, apesar de tudo isto, nos erguemos numa inquietação repentina, mudamos de roupa, aparecemos vestidos para a rua e declaramos termos de sair, o que fazemos após curta despedida, e dependendo da rapidez com que batemos a porta acreditamos ter causado mais ou menos irritação, quando chegamos de novo ao beco, com os membros que obedecem com especial flexibilidade a esta inesperada liberdade que lhes proporcionámos, quando, através desta resolução singular sentimos concentrar-se em nós toda a capacidade de resolução, quando reconhecemos com mais significado do que o habitual que temos mais força do que necessidade para operar e suportar melhor a mais rápida mudança, e quando andarmos assim pelas longas vielas, então esperemos por esta noite totalmente apartados da nossa família, tê-la-emos convertido em ilusão, enquanto que nós próprios, seguríssimos, negros de contornos, esticando a articulação das pernas, nos erguemos para a nossa verdadeira estatura.

Tudo se acentua ainda mais, quando a esta tardia hora nocturna visitamos um amigo, para saber como está."

|

20.12.04


...
|

19.12.04

documento

nessa platónica lógica com a vida
teu adiado sonho roxo mais crescido
corres mutante aflito em vôo largo
apetecido o excesso todo adormecido

vês depois de fortes as amarras mal roídas
serem partes de um casulo maior em chamas

entre cortinas de grito e largos passos
entre saltos no ar batido do poema
entre veneno e veneno e pó moído .

|

...
|

18.12.04

bolso

da minha cama vejo os aviões que descem a planar por detrás dos pinheiros altos que fazem sombra no recreio onde brincam os putos da escola. a uma certa hora da tarde o sol rasga os ramos e lança raios que me batem nos olhos e me cegam. se a porta estiver aberta o ar vem fresco do terraço e lava-me a cara a acordar. esta parede feita de pedras parece o muro de uma casa antiga.

gosto da minha casa.
|

2046
|

17.12.04

frederico garcía lorca





A rosa

não procurava a aurora:

quase eterna em seu ramo,

procurava outra coisa.



A rosa

não procurava ciência ou sombra:

confim de carne e sonho,

procurava outra coisa.



A rosa

não procurava a rosa:

imóvel pelo céu

procurava outra coisa.

|

16.12.04

rega

hoje nove horas seguidas na guerra da escrita...
a mudança de vida dá frutos.
vários.
|

cindy sherman
|

álvaro de campos

"...

Estou hoje perplexo, como quem pensou e achou e esqueceu.
Estou hoje dividido entre a lealdade que devo
À Tabacaria do outro lado da rua, como coisa real por fora,
E à sensação de que tudo é sonho, como coisa real por dentro.

...

Sempre uma coisa defronte da outra,
Sempre uma coisa tão inútil como a outra,
Sempre o impossível tão estúpido como o real,
Sempre o mistério do fundo tão certo como o sono de mistério da superfície,
Sempre isto ou sempre outra coisa ou nem uma coisa nem outra.

..."

|

15.12.04


van gogh
|

uma coisa boa e outra.

estava a passear ao sabor dos clicks pelos arquivos de outros blogs, a ver por onde andaram e o que foram vendo, e dou de caras com a carta de uma mãe para uma filha, em jeito de poema. para além de um firme tom maternal tinha uma generosidade aberta, uma sugestão de coisas grandes e positivas, uma coragem sábia de aviso calmo como um farol azul de côr quente. não tinha moral nem censura. acabava Para a minha filha, como só podia acabar. arrepiei-me. apeteceu-me o copy/paste mas pensei que afinal um blog é só semi público e que se ali está porquê trazê-lo eu para outro sitio? também não vou dizer onde é, apenas que da coluna à direita há caminho. espero que mãe e filha não se importem com esta referência, e o próximo brinde é á vossa !


pois a bad vibe já entrou! atrazadita não? olha vem mais vezes com quem te quizer, comenta o que te apetecer, sempre presentes essas imbecis limitações, grande troco meu não terás. infelizmente a malta conhece-se. andas em todo o lado que é uma festa!

|

14.12.04


...
|

marguerite duras

"Ontem à noite, depois da sua partida definitiva, fui para aquela sala do rés-do-chão que dá para o parque, fui para ali onde fico sempre no mês de junho, esse mês que inaugura o Inverno. Tinha varrido a casa, tinha limpo tudo como se fosse antes do meu funeral. Estava tudo depurado de vida, isento, vazio de sinais, e depois disse para comigo: vou começar a escrever para me curar da mentira de um amor que acaba. Tinha lavado as minhas coisas, quatro coisas, estava tudo limpo, o meu corpo, o meu cabelo, a minha roupa, e também aquilo que encerrava o todo, o corpo e a roupa, estes quartos, esta casa, este parque. E depois comecei a escrever..."
|

13.12.04


bumbut
|

três coisas más

1 a má onda.

2 o medo que as pessoas têm delas próprias.

3 o nunca te ter visto.
|

12.12.04

w. k. w. - 2046 .

do meio da quarta fila da frente
meio cinzento claro meio verde
inteligente beleza amor
amor túnel túnel amor
corre corre pára vá pára
vem anda vem vai vai vem

sem casas nem ruas nem terra só pessoas e a pessoa e caras e a cara.

lembras-te do dogville?

anda amor.

|

11.12.04


...
|

ás voltitas...

...com o tio bill e o tio tom! há coisas que não param de nos acompanhar nos tempos e vão arranjando segredos novos que nos cantam ao ouvido. há coisas que são importantes...
|

branca

Branca está empoleirada no cimo da figueira e ri ao observar S. que corre atrás dos putos e grita feito monstro maluco. Os figos estão maduros e Branca abre-os ao meio e devora-os um atrás do outro entre golos de água fria. Vai tentando acertar em S. com as cascas mas o alvo não pára quieto. De repente pára e caem-lhe os braços ao longo do corpo. Invade-a a emoção daquele quadro por tamanha alegria. Fica a contemplar o pó que se levanta e o sol e o céu azul brutal e as vidas vivas que a acompanham. E chora.

|

9.12.04


nuvem!
|

sophia de mello breyner

"Porque os outros se mascaram mas tu não
Porque os outros usam a virtude
Para comprar o que não tem perdão.
Porque os outros têm medo mas tu não.
Porque os outros são os túmulos caiados
Onde germina calada a podridão.
Porque os outros se calam mas tu não.
Porque os outros se compram e se vendem
E os seus gestos dão sempre dividendo.
Porque os outros são hábeis mas tu não.
Porque os outros vão à sombra dos abrigos
E tu vais de mãos dadas com os perigos.
Porque os outros calculam mas tu não."
|

7.12.04


h. r. giger
|

frio

estou cansado e velho hoje e o vento suspiro que sopra puxa sonos
insones que arrastam e trazem a côr de altos momentos por conseguir

sei lá por que breves atalhos terás andado para fugir á experiência do caminho...
agora surgido o teu canto é tarde para ver o silêncio e mais importante sentir.

vou andar na rua.
|

para lhasa de sela

pués si tu te crees que puedes venir a cantar
y a contar y tal y tal en uma mano
la vida en la otra el coeur te equivocas

y no se te olvida o fado cantante
yo por mi mejor que vuelvas pronto
en él rincón esse miraremos lo que hay
y en lo que despierto el miraje se transforma

sin ãnsia y solo con el dolor esse
de correr buscando lo que cresce uno
en él vivir corriendo sin llegar
donde estará lo que tarda en venir.
|

6.12.04

for alex!

havia um motel á beira da estrada perto da fronteira, numa zona em que os cactos chegavam a ter a altura de um homem e o vento levantava a areia do deserto numa dança eterna e fria. os quartos davam para a estrada de terra batida pelo sol e atrás havia dispersos meia dúzia de velhos bungalows cor de rosa escuro com kitchenette e vista para as dunas, televisão e um pequeno bar, a piscina já tinha visto melhores dias. agradou-lhe logo aquela impessoalidade de passagem, um abandono solto e generoso como um aeroporto. o gajo da recepção levantou os olhos da playboy usada e disse b´noite como se o conhecesse. são três noites pelo menos. aqui só alugamos á semana, amigo. então é uma semana pelo menos. a chave tinha um pequeno sombrero sujo agarrado e quando fechou o quarto teve a sensação de que ficaria ali mais tempo que o previsto.viu-se a fazer aquele gesto mais vezes. levou o carro para as traseiras e sentou-se no terraço com o sombrero posto e a chave a baloiçar de lado. o sol ardia. pediu vinho e carne de porco. depois café. de vez em quando passavam carrinhas cheias com familias a levantar o pó em direcção a um qualquer hotel á beira mar. ao longe via a montanha e as curvas da estrada que tinha descido. sentiu-se bem ali parado.
|

...
|

mário cesariny

"É preciso dizer rosa em vez de dizer ideia
é preciso dizer azul em vez de dizer pantera
é preciso dizer febre em vez de dizer inocência
é preciso dizer o mundo em vez de dizer um homem

É preciso dizer candelabro em vez de dizer arcano
é preciso dizer Para Sempre em vez de dizer Agora
é preciso dizer O Dia em vez de dizer Um Ano
é preciso dizer Maria em vez de dizer aurora"
|

5.12.04

teresa

é essa franja azul que cai na cara clara de olhos fixos corpo liso e limpo que vejo e cobiço calmo como se tivesse tempo e fosse nosso o futuro leve de asas roxas penas fortes e nas palavras deitasses essa força calma esse brilho teu que no mar aquece o tempo o vento a espuma e o ar ardente.
|

4.12.04


...
|

3.12.04

bom dia!

há sempre aquela malta a segurar-se ao lugarzito/canto e a ver se ele é maior com dicas mais ou menos imbecis sobre como se lá chega, ou tão bem que aqui estou sei que também cá querias estar, e faz o que te digo não me toques; depois acham que estão num cume e tú lá em baixo ávido mesmo a precisar ou sequer a ouvir a converseta de merda que lhes sai em jorros mornos que seca esta mania de te quererem pôr lentes como as que têm nos cornos!
|

2.12.04


...
|

herberto helder

"Em silêncio descobri essa cidade no mapa
a toda a velocidade: gota
sombria. Descobri as poeiras que batiam
como peixes no sangue.
A toda a velocidade, em silêncio, no mapa -
como se descobre uma letra
de outra cor no meio das folhas,
estremecendo nos olmos, em silêncio. Gota
sombria num girassol. -
essa letra, essa cidade em silêncio,
batendo como sangue."
|

1.12.04


cindy sherman
|

hoje!

nova velha amiga encontrada aborrecida
trinta e cinco porra trinta e cinco!

um de dezembro de mil novecentos e sessenta e nove
meio dia, sagitário

remar remar...

referer referrer referers referrers http_referer Weblog Commenting and Trackback by HaloScan.com Blogwise - blog directory