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21.12.04

franz kafka

"Quando, ao fim do dia parece que definitivamente nos decidimos ficar por casa, já vestimos o roupão, após a ceia, à luz da vela, estamos sentados à mesa e pretendemos dedicar-nos algum trabalho ou jogo, após os quais habitualmente nos vamos deitar, quando, lá fora, está um tempo desagradável que torna o ficar em casa uma coisa natural, quando já estivemos tanto tempo quietos à mesa que ausentarmo-nos provoca o espanto geral, quando agora também o vão da escada está escuro e a porta da rua trancada, e quando agora, apesar de tudo isto, nos erguemos numa inquietação repentina, mudamos de roupa, aparecemos vestidos para a rua e declaramos termos de sair, o que fazemos após curta despedida, e dependendo da rapidez com que batemos a porta acreditamos ter causado mais ou menos irritação, quando chegamos de novo ao beco, com os membros que obedecem com especial flexibilidade a esta inesperada liberdade que lhes proporcionámos, quando, através desta resolução singular sentimos concentrar-se em nós toda a capacidade de resolução, quando reconhecemos com mais significado do que o habitual que temos mais força do que necessidade para operar e suportar melhor a mais rápida mudança, e quando andarmos assim pelas longas vielas, então esperemos por esta noite totalmente apartados da nossa família, tê-la-emos convertido em ilusão, enquanto que nós próprios, seguríssimos, negros de contornos, esticando a articulação das pernas, nos erguemos para a nossa verdadeira estatura.

Tudo se acentua ainda mais, quando a esta tardia hora nocturna visitamos um amigo, para saber como está."

3 Comments:

Blogger lena said...

lindo!
beijo
:)

2:09 da tarde  
Blogger stillforty said...

amazing votos de Feliz Natal

7:18 da tarde  
Blogger Caosme said...

De um fôlego. Tão original. Um texto, um percurso, um transporte. Enfim, viagem.

8:08 da tarde  

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