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31.1.05

georges bataille

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proibição não significa forçosamente abstenção, mas a prática sob a forma de transgressão.

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30.1.05


mário eloy
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29.1.05

torre

...


O primeiro copo arrepiava-lhe nas costas a pele e logo sentia os musculos que descontraíam e na boca aquele sabor forte a crescer-lhe como um alimento puro. Acendia outro cigarro e começava a falar. A lua não tinha saído do mesmo sitio, e parecia-lhe que estava ali para ele, para o ouvir. Algumas vezes adormecia torto encostado à pedra e acordava de repente já dia o mar a subir em salpicos de aviso. Bem disposto. Fingia que haveria uma farta mesa à sua espera ao subir as escadas e imaginava o ar quente das travessas a subir no quarto e os cheiros e quase sentia o sabor da carne. E era só a madeira velha da cama e da cadeira e a mesa escura e a estante cheia de velhos livros relidos mil vezes sempre o mesmo livro, e sabia que nunca sairia dali, sabia que só quando conseguia fluír no imaginar estava vivo e sabia que um dia voaria sim na morte pássaro em asas a planar como se se juntasse ao mar imenso e evaporasse rente ao sol qual grito final primeiro.


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28.1.05


demarchelier
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27.1.05

martin amis

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Quando acabou bebi um golo de scotch, sequei as lágrimas com um lenço de papel, e liguei para o serviço de quartos. Pedi café. Caramba, às vezes também é preciso termos calma com nós próprios!
- café, como? – foi a resposta desconfiada.
Disse-lhe: com leite e açucar. –qual o tamanho das cafeteiras?
- dão para dois.
- quatro cafeteiras.
- é para já.


...



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26.1.05


godard
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paulo da costa domingos

...

ir
aos planos superiores roubar um pouco de
conhecimento
esbanjá-lo em modas locais
no que é transitório, político
acender os cigarros da neurose e as gabardinas
cinzentas
com motores de explosão na cervical
desatar os laços dos atacadores da identidade, os nós cegos
ler nas cartas armadilhadas pelo terror
as marcas absolutas de deus sobre a terra, sobre o
privado
indagar, indagar, indagar
as ligações perigosas
ser um vendido aos dois lados e
depois
voar para cima da multidão duma avenida
ver
abrir as torneiras do gás da desistência
(ou da sabedoria)
quem?


...





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25.1.05

dizia teve que explodir tudo em volta para olhar para dentro e ver

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24.1.05


erwin olaf
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ponto

vês que na chama se equilibra a vida
se queima vivo o ar
se faz forte a côr

simples e aberto e puro
como a espuma da onda
e a asa do vento e o frio do norte

e nesse impossivel te revês
em fechado ângulo
em curta promessa
em vazio sentido
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23.1.05


marcel duchamp
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22.1.05

o bico do prego

josé antónio saraiva, ricardo costa, nicolau santos e clara ferreira alves(?) versus pedro santana lopes.

não só se saiu bem com a sua estratégia de vitimização como, mais ou menos subtilmente, conseguiu pôr em causa o expresso, a tal empresa de sondagens, o presidente, uma certa elite politica, e algumas fundamentadas opiniões a seu respeito. tentaram, sem conseguir, impedi-lo. passou mais uma vez a imagem de lutador e fazedor que tanto agrada a tantos. tinha trunfos na manga. a olho nú lavou o passado e agora são outras vindimas.

se dúvidas houvesse, santana não deve nunca ser menosprezado. sócrates ganhará(...), mas com que diferença?
"... já começou a encurtar não já?"
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21.1.05

olha a bela gripalhada olha !!!

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20.1.05

a re-ouvir

...

tuxedo moon

public image limited

the butthole surfers

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britton
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19.1.05

neruda

tu eras também uma pequena folha
que tremia no meu peito.
o vento da vida pôs-te ali.
a princípio não te vi: não soube
que ias comigo,
até que as tuas raízes
atravessaram o meu peito,
se uniram aos fios do meu sangue,
falaram pela minha boca,
floresceram comigo.
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18.1.05

sumário virtual

não há melhor refresh que umas pauladas da realidade.
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cindy sherman
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17.1.05

viver todos os dias cansa.

pedro paixão
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16.1.05


luc adolphe
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15.1.05

in - internacional situacionista nº 3

é mais longe que devemos ir, sem nos vincularmos seja ao que for da cultura moderna e a nada, tão-pouco, da sua negação.
não é do espectáculo do fim do mundo que nos queremos ocupar; do que nos queremos ocupar é do fim do mundo do espectáculo.

os urbanistas revolucionários não hão-de preocupar-se apenas com a circulação das coisas e dos homens coagulados num mundo de coisas. tentarão desfazer estas cadeias topológicas, experimentando terrenos para a circulação dos homens com base na vida autêntica.
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14.1.05


bill viola
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acho

acho que vou pegar no carro

acho que vou sentir o ar da noite frio a lamber-me a cara da janela aberta

acho que vou ver as luzes à beira da estrada e as casas a dormir e a rua vazia a passar depressa

acho que só vou parar quando me apetecer o que é capaz de demorar um bom bocado

acho que vou adormecer cansado noutra cama nova com alguém que conheço a meu lado

acho que vou voltar antes de tempo e quando a chave entrar na porta o suspiro que sair soará

acho que tudo isto já passou e acho que é tempo de ficar aqui e não pensar nisso ficar só aqui acho
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13.1.05


caravaggio
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12.1.05

nome

transbordas em cheios comunicantes
vasos que dessa guerra levantam
a alma de amor tingida

o corpo de sede encharcado
voa a chegar de ti perto e nasce

e no mergulho dessa surpresa crescemos
redondos os dois feitos chamas
de um fogo lento a arder
que no frio a subir lhe toca
e nesse fazer o aumenta

separando o olhar quente e o prazer

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...
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11.1.05

tijolo

pois foi devia ter acordado mais cedo mas ando com aquele cansaço de problemas que quase resolvidos se arrastam e depois as noites como sempre longas a desafiar outros ritmos também só meus e é uma merda o tempo e a energia que se gasta com coisitas de pequenez pouco variável e lastro chato porque isto anda tudo ou quase a achar que vale tudo tudo e é mentira e mesmo que não queiras tens sempre que jogar um pouco que seca o jogo esse quando há outros bem maiores melhores autenticos e que esperam a pulsar para se fazerem vivos actuantes e suaves em força pura.

preciso de muitos cafés e mais cigarros...
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francis bacon
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...

que belo voar esse
aberto e curto e denso
de olhos ópio posto
o repto teu que abraças
larga e esguia e clara
gemes solta a vida
e tocas lenta a pele
arde a palavra
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10.1.05


...
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alexandre o´neill

A meu favor
Tenho o verde secreto dos teus olhos
Algumas palavras de ódio algumas palavras de amor
O tapete que vai partir para o infinito
Esta noite ou uma noite qualquer

A meu favor
As paredes que insultam devagar
Certo refúgio acima do murmúrio
Que da vida corrente teime em vir
O barco escondido pela folhagem
O jardim onde a aventura recomeça
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9.1.05

hum...

belo jantar e talk e talk com a dama antiga de flôr no cabelo e planos de públicas festas regulares que serão aqui referidas para a malta aparecer e bailar e tal e tal e amanhã help na guia está bom tempo. funny weekend...
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8.1.05


paula rego
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a re-ouvir

the wolfgang press

"standing up straight"

"queer"

"funky little demons"

...pequena grande festa com bailarico na sala...
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6.1.05


...
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democr

sempre os mesmos senhores sentados nas mesmas cadeiras com a mesma conversa a quererem sempre todos o mesmo e o barulho de fundo é o esfregar de mãos que entretanto ganharam esse calo já que outro não podem ter porque nada mais fazem só pegar na caneta para assinar o nome em cheques e papéis vários de sentido dúbio como as palavras com que mentem e enganam quem se quer enganar ou com isso consegue acreditar que faz com a cruzinha uma diferença pequenina mas sua...
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A.

Há uma encosta na serra polvilhada de pedras em estilo livre que ao longo dos tempos rebolam até ao lago que lava a clareira ao fundo.
E nasce um monte sobre a água.

Ali escolhe um recanto á sombra e lê.
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4.1.05


bruegel
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também

a todos agradeço as boas palavras e desejo um ano de curvas a revelar paisagens outras que em cores vivas desafiem do interior a mudança e o avançar.

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