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8.2.06

post copos

...










claro que é mais que sabido que um gajo é quase sempre actor com os amigos, quase todos. depois há os outros, a palavra amigo para esses não se aplica a não ser para os descrever a terceiros que nunca os conhecerão. e os estranhos.

não há nada como um balcão de mármore numa tasca batida e um estranho de cotovelo em descanso para que a verdade espreite a conversa, fugidia mas de rasto certo, determinante. nesses momentos não há sombra, nem atrás nem à frente, um peso de merda a colorir o verbo. com sorte, rara, diz-se o que se pensa e sente, mesmo. e nunca mais se dirá nada.

com os outros, os tais que jamais se chamam amigos, quando os há, não é na verdade necessária conversa. sabe-se o que o outro é, e logo o que sente e pensa, sem que ele tenha que o explicar. sabe-se sem saber. mais: sente-se o seu sentimento nele e nele se percebe o pensamento. não é linguagem.

isto faz da convivência uma experiência brilhante e cristalizada como uma célula pura, quase estéril por conter tanto contido, mar na gota. a descrição breve do movimento único. no entanto é com estes que muitas vezes as conversas são puzzles repetidos, exercicios riscados, ensaios de peças secundárias - a principal esmaga o palco, verdade.

com essa fasquia ali surgida, um acaso na brutal providência, eis uma escada de largos degraus a subir, devagar. ambição.

7 Comments:

Blogger Vítor Mácula said...

Alô, Jorge!

Porra!

Bebo já um copo à tua abertura ao outro e à dialogalidade! A vida é larga!

É que andam para aí a tentar lixar-nos as aberturas, disfarçando isto de respeito e paz civil.

Ainda ontem ouvi um imbecil do Bloco de Esquerda e outro do PCP (eu não sou nada anti-esquerda ou anti-direita, calharam estes, se queres que te diga até fiquei um pouco admirado de ser esta malta a dizer tal, e para o caso tanto me faz, em termos de princípios o caso das caricaturas ou outro qualquer…) que se tinha que legislar o respeito pela sensibilidade religiosa do outro. Ora é aqui que o gato vai à metralhadora e aos amordaçamentos, parece-me a mim. Não se pode resolver a multiculturalidade assim, pelo menos numa democracia representativa. Nem é que eu seja um fervoroso defensor desta, mas trata-se daquilo em que estamos aqui no nosso burgo ocidental. E parece-me a mim até, muito mais perigoso tal definição formal e jurídica do respeito no que cabe à expressão (desde que esta não seja uma directa incitação ou calúnia) numa democracia representativa do que numa ditadura. Porque nesta o ponto de vista dominante é fixo, e pelo menos ficam fixas as “sensibilidades” a respeitar.

Mas numa democracia representativa que pretende assumir a multiculturalidade, isto torna-se um torniquete a todas as possibilidades de expressão. Quero dizer, não chocar todas as sensibilidades, religiosas ou outras… bem, calamo-nos todos, não?...

O princípio da dialogalidade é precisamente a aceitação da diferença do outro, e da expressão de si. E há evidentemente coisas a renegar em nome disto, e uma delas é a violência física. Isto dá pano para mangas, e estou a ver que dará para um post, quando passar um pouco a actualidade e sobretudo a minha irritação (em que talvez vá linkar, entre outros, este teu post, não te importas?...) – e por ambas, calo-me quanto aos princípios.

Quanto aos resultados… O índex de tal via de “respeito” será muito maior que o conhecido índex romano…

Terei que passar a ler às escondidas, sempre que quiser ler algo diferente da Condessa de Ségur?...

Desculpa lá, eu não costumo nada vir ao teu aberto lugar manifestar-me acerca de pontualidades sócio-culturais, religiosas ou políticas.

Mas é que ando mesmo irritado com isto!

Já agora: o John Player Special não aumentou eh eh…

Um fortíssimo abraço dialogal, e merda para todos os outros tipos de abraços!

2:04 da tarde  
Blogger augustoM said...

A palavra amigo pela sua universalidade de aplicação perdeu o seu próprio sentido, sendo abusivamente empregue quando queremos designar alguém especialmente se o não é ou até no sentido depreciativo.
Quanto à liberdade de expressão aludida no comentário anterior, também se passa o mesmo, a universalidade da aplicação deturpa a verdade do conteúdo.
Um abraço. Augusto

3:11 da tarde  
Blogger jorge said...

victor baby !:
cheers !

"legislar o respeito pela sensibilidade religiosa do outro" é realmente uma conversa de merda! ou melhor, é ver se se mata a conversa enquanto tal.

e tens razão, as definições pantanosas/circunstanciais/relativas que a representatividade permite dão um belo pano para mangas mordaças dão ... mas ou estes gajos andam todos a brincar aos políticos com perspectivas de futuro a ver quem soa melhor à malta ou não sei... sei que apesar da minha curiosidade que conheces quanto a uma certa retórica política cada vez mais a esgrima é vazia e quando não perigosa como no caso. os gajos terão noção do que dizem ?

índex do respeito é bom sim senhor ! parece uma cena de um mau romance do saramago! "e se agora todos tivessemos que nos guiar por um índex na relação de respeito com os outros ?"
...

epá tu manifesta-te à vontade e linka o que quizeres ! it´s my pleasure ! e olha que ainda não apanhei nenhum good old lucky strike com preço novo ! vivá fumaça !!!

outro abraço grande e olha a helena almeida à nossa espera ...
( mesmo mesmo pré sortelha tinha a sua piada... )

´té já !

3:14 da tarde  
Blogger jorge said...

como sempre, straight to the point augusto !
um abraço!

3:16 da tarde  
Anonymous Blue_Bird said...

a amizade respira solta nos silêncios. e sempre verdadeira. pode ser cruel como um espelho polido. obrigado pelos parabéns.

10:26 da tarde  
Blogger incomunidade said...

a palavra "amigo" revela-se tão ungida quanto a palavra "amor". De onde, quando e como deflagra a vez primeira pode ser um exercício interessante. Onde aconteceu nova a palavra "amigo" ou nova a palavra "amor"? Talvez sejam duas palavras que estabeleçam a dicotomia plástica entre ocidente e oriente. Digo plástica porque o ocidente, desde o seu início, é lugar do oriente. Como, o oriente, neste contemporâneo, é lugar do ocidente.
Os primeiros poemas que falam da palavra "amigo" são árabes. Neles, ao "amigo" se reserva o "lugar" que o "amor" vai ocupar no imaginário europeu. No caso peninsular, vejam-se as produções de Al-Mutamid ou Inb-al-murahal que foram posteriormente "aligeiradas" nas "cantigas d'amigo" - um caso massificado de "transfert".
Todo este "intróito" é para salientar o carácter "religioso" do "amigo", mesmo no Actual, procuramos o semelhante que nos lê sem precisar da nossa escrita.
Tal "vidência" ou "clarividência" é que nos livra do espectáculo, do trabalho de actor. E os terceiros, como os celtas sabem desde há séculos, é que nos dão nome, muito ao contrário do que pelo ocidente se passa: primeiro dá-se nome e depois (se houver depois) é que se vai conhecer a coisa nomeada.
A vida é lar(ga)?

1:21 da tarde  
Blogger jorge said...

com comments desses mais se alarga !
um abraço.

8:56 da tarde  

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